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A problemática no precário debate sobre sexualidade com as crianças, no campo escolar, se expressa, muitas vezes, na carência de habilidade ou mesmo de crença dos professores em relação à existência da sexualidade em tenra idade; uma vez que “muitos consideram, ainda hoje, a abordagem das questões sexuais na escola como algo não sadio, pois estimularia precocemente a sexualidade da criança” (CAMARGO; RIBEIRO, 1999, p.39). Daí o objetivo de se pesquisar o seguinte problema: Quais os principais desafios vividos pelo professor da Educação Infantil no trabalho junto às crianças de 4 a 5 anos de idade que estão descobrindo sua sexualidade? 

O educador não tem a obrigação de saber tudo, mas deve estar bem consciente do seu papel e estudar bastante para manter-se o mais informado possível. A investigação sobre o assunto vai subsidiá-lo na orientação, fundamentando-o e tornando-o mais eficaz. Este estudo tornou visível que para se trabalhar nas escolas a orientação sexual deve-se primeiramente entender, respeitar a criança e dar atenção a ela como um todo, sem separá-la do sexo, colocando o foco do desenvolvimento de sua sexualidade com uma conclusão e parte de toda sua estrutura para vivencias futuras sendo a infância a sua base.


O estudo apresenta uma importante reflexão com relação à prática docente dos educadores e como eles vivenciam esse tema, pois esse será um dos caminhos que teremos que avaliar, buscando soluções significativos para a melhor abordagem e crescimento da criança com relação a suas descobertas, que ainda por elas não definidas e sim aflorada, de forma que a sexualidade por ser um tema transversal possa ser um agente interdisciplinar fazendo uma junção com a prática pedagógica pautada e bem definida no referencial nacional curricular da educação infantil, haja vista para que isso aconteça é necessário que ocorra uma participação mutua dos pais e a escola proporcionando a toda criança a informação adequada a sua fase e estrutura psicológica partindo da premissa que a criança esta saindo do núcleo familiar indo de encontro ao mundo novo de descobertas, cuja esse trabalho ressalta a importância da sexualidade em sua formação.

O assunto sexualidade está presente em todo setor da vida. Por isso buscou-se através dos meios de comunicação tudo que pudesse explicar o que é sexualidade e como ela se manifesta na Educação Infantil, sobretudo com crianças de 4-6 anos. São crianças saindo do núcleo familiar e embarcando no meio de um universo novo de informações, onde existem várias descobertas e, até mesmo, da sexualidade. A questão da sexualidade na Educação Infantil vem sida discutida por muitos autores. Freud (1905), em suas buscas na área clínica sobre as razões e funcionamento das neuroses, verificou que os conflitos de ordem sexual nos primeiros anos de vida dos indivíduos estão fortemente relacionados aos pensamentos e desejos reprimidos.

Segundo Santos (2003, p. 15), uma das preocupações que a escola deve ter ao abordar a orientação sexual é conseguir o apoio dos pais, oferecendo um espaço de discussões onde estes possam ser informados sobre os objetivos, conteúdos e procedimentos que serão usados durante o trabalho de orientação. Isso faz com que estes se sintam mais seguros, pois muitas famílias ainda resistem em discutir esse assunto. A escola não pode esquecer nesse tipo de intervenção que não cabe a ela ditar normas, nem dizer o que é certo ou errado. Desta forma pretende-se responder tais questões: como se manifesta a descoberta da sexualidade na criança da Educação Infantil? 

E como os teóricos explicam a sexualidade infantil? O que dizem os referências curriculares da Educação infantil sobre a atuação do professor no desenvolvimento da sexualidade infantil? De acordo com as ideias  Freud, qual o momento em que o desenvolvimento psicossexual da libido favorece em uma criança? Quando se pensa em educação sexual na infância, automaticamente tem que se pensar, também, em desenvolvimento emocional? É importante diagnosticar o nível da sua turma e ter a percepção devida para essa questão. Sendo assim, qual a melhor metodologia a ser aplicada para conhecer a maturidade dessa classe ou desta criança? Até onde a sexualidade influencia no processo de ensino e aprendizagem de uma criança?

Para caracterizar a Educação Infantil usou-se em especial o que diz a Lei de Diretrizes e Bases além da obra de Krammer (2004). A Educação Infantil é o espaço que criança tem pra se desenvolver e socializar com o meio em que esta descobrindo. Segundo a L.D.B., “educação infantil, primeira etapa da educação básica tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança, em seu aspecto físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. A educação infantil será oferecida em: creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade; pré-escolas, para crianças de quatro a seis anos de idade.” (BRASIL, 1996)

Segundo os RCNEI (1998), a sexualidade tem grande importância no desenvolvimento e na vida psíquica das pessoas, pois independentemente da potencialidade reprodutiva, relaciona-se com o prazer, necessidade fundamental dos seres humanos. Nesse sentido, é entendida como algo inerente, que está presente desde o momento do nascimento, manifestando-se de formas distintas segundo as fases da vida. Seu desenvolvimento é fortemente marcado pela cultura e pela história, dado que cada sociedade cria regras que constituem parâmetros fundamentais para o comportamento sexual dos indivíduos. A marca da cultura faz-se presente desde cedo no desenvolvimento da sexualidade infantil, por exemplo, na maneira como os adultos reagem aos primeiros movimentos exploratórios que as crianças fazem em seu corpo.

Referências 


AQUINO, J. Groppa. (Org.). Sexualidade na escola. Alternativas, técnicas e práticas. São Paulo: Summus, 1997.
AQUINO, Lídia. As políticas sociais para a infância a partir de um olhar sobre a história da criança no Brasil. In: ROMAN, Eurilda Dias; STEYER,
Vivian Edite (Orgs.). A criança de 0 a 6 anos e a Educação Infantil: um retrato multifacetado. Canoas: ULBRA, 2001.
ARATANGY, Lídia Rosenberg. Sexualidade: a difícil arte do encontro. São Paulo: Ática. 1995.
ARANHA, Maria Lucia de Arruda. Filosofia da Educação. 2 ed. São
Paulo: Editora Moderna, 1999.

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